Suspirinhos para todos os corações
- Roberta Tschernev Korb
- 18 de abr. de 2025
- 1 min de leitura

Faz tempo já, eu gosto de experimentar texturas de argilas e, na verdade, as fábricas oferecem uma gama imensa de opções para isso. Desde diversas colorações nas massas cerâmicas, com tonalidades que vão do branco porcelana ao negro vulcão, bem como texturas rústicas e pintas que se formam na massa queimada.
Desde que descobri o shiro, ou branco em japonês, um tom que permanece muito claro, mesmo depois da queima, venho associando sua textura e coloração com a clara em neve. Anos atrás fiz uma xícara, utilizando essa argila, que levava esse nome: claras em neve.
Evoluindo este pensamento para os vasos, me veio essa sensação de suspiro, não exatamente o da padaria, perfeito na sua concepção, mas o caseiro, que muitas mães atordoadas pelo burburinho das crianças, faz de maneira um pouco mais displicente, ou orgânica, que não fica tão perfeitinho, mas que fica puxa-puxa e, obviamente, muito mais gostoso.
Assim surgiram os vasos suspiros, com suas joaninhas contrastantes. Aliás, as joaninhas já fazem parte do meu trabalho desde muitos anos. Sempre gostei do bicho e da forma. Gosto também da mística em torno delas, revelando trazer sorte.
Chamo carinhosamente o menorzinho de suspirinho, o médio de suspiro e o grandão de suspirão :)




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